
A Polícia Federal, em conjunto com a Receita Federal, realizou nesta quarta-feira (2/4) a operação “SIN TAX”, com o objetivo de reprimir os crimes de contrabando e descaminho de produtos eletrônicos e de lavagem de capitais. De acordo com a PF, a suspeita é de uma organização criminosa especializada na importação e no comércio fraudulento de aparelhos eletrônicos nos estados do Pará e Piauí.
Foram expedidos 11 mandados de busca e apreensão, sendo 10 deles em Belém e o outro em Teresina, no Piauí, com participação de 16 auditores-fiscais e analistas-tributários da Receita Federal. 4ª Vara Federal Criminal da Justiça Federal do Pará, responsável por emitir as ordens judiciais, também determinou o sequestro e o bloqueio patrimonial no valor de R$ 6,4 milhões. Em um dos estabelecimentos alvo da operação, os agentes apreenderam celulares e computadores.
Ainda conforme a PF, a investigação revelou uma organização criminosa que atua na importação clandestina, no transporte, no depósito e na comercialização de eletrônicos, como drones e celulares de alto custo, frutos de descaminho. Após entrarem no país, os produtos eram vendidos em cinco lojas; quatro de Belém e uma de Teresina, incluindo em shopping centers.
A polícia ainda identificou padrões de sonegação fiscal e indícios de lavagem de capitais, como a constituição de empresas com sócios sem lastro econômico-fiscal, sendo todas vinculadas ao líder da organização.
A investigação é desdobramento de duas ações da PF: a Operação MERCADOR FENÍCIO, deflagrada em novembro de 2022; e de uma prisão em flagrante em dezembro de 2023, de um viajante no Aeroporto Internacional de Belém, que tentou entrar no país com diversos aparelhos eletrônicos, sem os procedimentos de importação regular e o recolhimento dos tributos devidos.